quinta-feira, 26 de junho de 2008

Atividades de Linguagem, Textos e Discursos ISD

O INTERACIONISMO SOCIODISCURSIVO (ISD): O quadro sociointeracionista leva a analisar as condutas humanas como ações significantes, ou como “ações situadas” cujas propriedades estruturais e funcionais são, antes de tudo, um produto de socialização. E, a emergência do pensamento consciente resulta da transformação do psiquismo herdado, para a apropriação e interiorização das significações contextualizadas social e historicamente. Sendo as condutas verbais concebidas, portanto, como formas de ação (de linguagem). A ação (discursiva) humana não deve ser dissociada das demandas sociais. Em resumo, para Bronckart, as propriedades das condutas humanas são o resultado de um processo de socialização, possibilitado especialmente pela emergência e pelo desenvolvimento dos instrumentos semióticos. As produções semióticas autônomas (pela distância nas nas relações entre o ser humano e o meio) se configuram em organizações de signos dotados de autonomia parcial. Assim, a semiotização dá lugar ao nascimento de uma atividade que é propriamente de linguagem e que se organiza em discursos ou textos. Os signos são produtos da interação social (do uso) e se organizam nos textos que continuam sob a dependência do uso e, portanto, os significados que veiculam são estáveis apenas momentaneamente, em um determinado estado sincrônico (artificialmente). É através desses textos e desses signos com significações sempre moventes que se constroem os mundos representados definidores do contexto das atividades humanas, esses mundo, por sua vez, também se transformam permanentemente.(p.35) Assim contextualizadas, cabe ainda ressaltar que as produções textuais estão relacionadas aos parâmetros da situação de ação de um agente (ação de linguagem como unidade psicológica). A mais geral das decisões do agente consiste em escolher, dentre os gêneros de textos disponíveis na intertextualidade, aquele que lhe parece o mais adaptado e o mais eficar em relação à sua situação de ação específica. (p.99-100). O conjunto de gêneros de textos elaborados pelas gerações precedentes é denominada intertexto, e como tal, é utilizado, transformado e reorientado pelas formações sociais contemporâneas. É portador de valores de uso em uma determinada formação social. Essa nebulosa de gêneros indexados constitui um reservatório de modelos textuais, ao qual o agente de uma ação de linguagem deverá necessariamente recorrer (p.108). O agente que realiza uma ação de linguagem deve colocar em interface o conhecimento sobre sua situação de ação e sobre os gêneros de textos, tal como são indexados no intertexto e tal como mobilizam os recursos e os pré-construtos particulares de uma língua natural. Esse processo acaba na produção de um texto empírico que é produto dialético entre contexto de ação, representações da língua e gêneros de texto. Tem um correspondente verbal ou semiótico, apresentando características comuns ao gênero (modelo) e propriedades singulares que definem o estilo particular do agente. A produção de cada novo texto empírico contribui para a transformação histórica permanente das representações sociais referentes não só aos gêneros de textos (intertextualidade), mas também à língua e às relações de pertinência entre textos e situações de ação.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DIDÁTICAS PROPOSTAS POR BRONCKART (p.83-89) • Qualquer intervenção didática implica na articulação: – da situação de ensino de uma matéria, isto é, da história de onde ela provém, – das restrições atuais do sistema escolar em que essa situação se insere (práticas escolares e agentes do sistema: pais, alunos...) • Toda a proposição de renovação didática deve considerar os processos de aprendizagem e de desenvolvimento da criança-aluno. • O desenvolvimento de conhecimentos e de práticas novas exige o contato com os modelos a serem adquiridos (ocorrendo no aprendiz por generalização e por conceitualização – construção de sistemas de representação sucessivos). • Diante da impossibilidade social de modificar radicalmente o estatuto e o predomínio do ensino gramatical e considerando os processos de aprendizagem efetivamente desenvolvidos pelos alunos, Bronckart afirma (p.88) que o ensino da língua só pode evoluir na direção de um compromisso, com dois eixos paralelos, incluindo a realização de atividades: – De inferência e codificação que levem a um domínio das principais noções e regras do sistema da língua, e, – De sensibilização às condições de funcionamento dos textos em seu contexto comunicativo, levando-se, localmente, à conceitualização de algumas regras de planificação e de textualização (tempos verbais, organizadores...)
Fonte: BRONCKART, Jean-Paul. Atividades de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo / Jean-Paul Bronckart; trad. Anna Rachel Machado, Pericles Cunha. – São Paulo: EDUC, 1999. Capítulos 1, 2 e 3. Adriana Ferreira Boeira e Lisane Neves

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Na rede... o novelo momentaneamente está comigo... quem vai pegá-lo?

Ainda sobre as possibilidades da utilização das tics (Tecnologia de Informação e Comunicação) na Educação, gostaria de convidar para visitar o Blog http://informaticaeducativacsj.blogspot.com/, blog utilizado para planejamento e divulgação das aulas de informática educativa da escola em que trabalho.
Para confirmar uma das inúmeras possibilidades da utilização das tics na Educação, relato o trabalho dos alunos da 5ª série no laboratório de informática:
Na disciplina de Ciências, divididos em duplas, os alunos pesquisaram, em sites previamente indicados pela professora imagens e textos que tratavam da destruição do planeta.
A seguir, criaram uma apresentação no Power Point com frases e imagens sensibilizando o leitor sobre o reflexo de nossas ações no planeta. Foram abordados os temas: água, desastres naturais, clima, recursos naturais, terra vida entre outros. Um dos trabalhos podem ser acessados no link http://www.saojosevacaria.com.br/professores/1008/downloads/arquivos/Valentina%20e%20Natallia%20Longui.ppt
Os alunos utilizaram a tecnologia sim, mais isso foi "lucro", pois produziram belas frases e desenvolveram autonomia e senso crítico na escolha de imagens e efeitos para sua apresentação. Vale a pena conferir!
Esta semana iniciamos a produção no programa Power Point, de uma HQ enfocando os principais aspectos do período conhecido como Pré-História. Para isso, utilizaremos os personagens do desenho que se passa na idade da pedra “Flinstones”, para contar um pouco da Pré-História e os Períodos em que ela está dividida, duração de cada período, fatos mais importantes de cada período ilustrados através de imagens.
Estou contanto os dias para a próxima aula no laboratório de informática! Imaginem os alunos!!!!!

Letramento Digital e Hipertexto

Oi, pessoal! Estou contribuindo com alguns links para nossa reflexão. O primeiro é o link para o vídeo que apresentamos hj na nossa aula. Elaborado por um professor de antropologia e seus alunos na Universidade de Kansas. http://br.youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o Este segundo mostra um grupo de nativos digitais e sua mensagem aos professores: http://br.youtube.com/watch?v=_A-ZVCjfWf8 E este último é para aqueles colegas que não puderam assistir à apresentação e discussão sobre ambientes virtuais de aprendizagem no seminário de segunda à noite. http://br.youtube.com/watch?v=4ZwJZNAU-hE Abçs Cris

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Olá! Estamos anexando nossa apresentação para a aula de 24/06. "Inclusão Digital" Bjs Cris e Fabi

domingo, 22 de junho de 2008

O ÚLTIMO POEMA (lá vai um pouco + de poesia p/ nosso Blog)

"O ÚLTIMO POEMA" Eu gosto muito desse poema, por isso estou compartilhando com vocês. Abs, Vania O ÚLTIMO POEMA Assim eu quereria o meu último poema./ Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais/ Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas/ Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume/ A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos/ A paixão dos suicidas que se matam sem explicação. (Manuel Bandeira) BREVE HISTÓRICO: Manuel Bandeira abandonou os estudos porque os médicos diziam que ele tinha pouco tempo de vida. Nasceu em Recife, no ano de 1886, e morreu aos 82 anos, ignorando a previsão dos médicos. Professor de Literatura e poeta, foi eleito à Academia Brasileira de Letras.

Comentário sobre texto "Vozes Bakhtinianas: breve diálogo"

Olá colegas!! Não sei se vocês leram, mas achei bem interessante o texto "Vozes Bakhtinianas: breve diálogo", de Maria Celeste Said Marques, que se encontra em nosso polígrafo da disciplina e que deverá estar sendo apresentado nesta terça. A concepção de linguagem apresentada por Bakhtin me atraiu principalmente quando ele diz que é na interpretação que se constroem o sentido do texto e também dos sujeitos. Isso ocorre na interação, explica ele. O autor me faz refletir sobre o posicionamento do professor em relação às leituras de textos que ele leva para a sala de aula. Que epistemologia embasa suas escolhas de livros e obras para trabalhar na classe? Essas escolhas propiciam a participação do aluno na construção do que está lendo e, conseqüentemente, na construção de seu eu? Quis fazer esse comentário porque acho interessante usarmos o blog para compartilhar dúvidas e reflexões. (Se tiver erros ortográficos ou de concordância, me corrijam e me perdoem!!!) Até terça!! Bjos da van