segunda-feira, 30 de junho de 2008

A Linguagem da Educação

O texto de Israel Sheffler sobre “A Linguagem da Educação”, procura salientar a importância da análise filosófica sobre educação. Mostra a necessidade de ter conceitos claros sobre as idéias fundamentais com que se trabalha. Exemplifica através de alguns termos, como: Conhecer, Aprender, Pensar, Compreender e Explicar. Por isso acentua a importância de DEFINICÕES. Quando temos definições claras, temos meio caminho andado na formulação das perguntas e questionamentos. Existem três tipos básicos de DEFINICÕES em educação, segundo o autor: ESTIPULATIVAS: São aquelas que tem um caráter COMUNICATIVO. Elas a são oferecidas para facilitar o discurso. DESCRITIVAS: Estas possuem uma ótica EXPLICATIVA. Se propõem a clarificar os termos. PROGRAMÁTICAS: Trazem em si, um componente ÉTICO/MORAL, pois tencionam dar expressão a programas de ação. À partir das definições básicas, conforme a ocasião, devemos ter clareza que poderão existir várias compreensões . O fundamental é saber que, uma definição clara fornece diretivas seguras, no caso da educação, para elaboração de currículo, de avaliação e métodos de educação. Roque e Mônica

A teoria geral da fala e a competência lingüística

O autor apresenta-nos a idéia de que nas décadas anteriores, a linguagem oral e a linguagem escrita eram examinadas como opostas, havia uma “supremacia da escrita”, como se “tornar-se alfabetizado” significasse um avanço no desenvolvimento da sociedade. Segundo o autor, “A perspectiva interacionista preocupa-se com os processos de produção de sentido tomando-os sempre como situados em contextos sócio-historicamente marcados por atividades de negociação ou por processos inferenciais”. Sua análise não toma as categorias lingüísticas como dadas a priori, mas como construídas interativamente e sensíveis aos fatos culturais. Assim, Marcuschi preocupa-se com a análise dos gêneros textuais e seus usos em sociedade” (p.34). Sendo assim, a fala não apresenta propriedades intrínsecas negativas, tampouco a escrita propriedades intrínsecas privilegiadas. A hipótese defendida por Marcuschi é que as diferenças entre fala e escritas se dão dentro do continuum tipológico das práticas sociais de produção textual e não na relação dicotômica de dois pólos opostos. As diferenças entre fala e escrita são frutiferamente vistas e analisadas na perspectiva do uso e não do sistema, não considerando o código, mas os usos do código. 4.4) A teoria geral da fala e a competência lingüística: crítica à teoria de Saussure, a fala e as atividades da língua, pensamento, conhecimento e competência. Leitura: Janaína e Angela

sábado, 28 de junho de 2008

As fronteiras da Epistemologia

O texto apresentado por mim e pela Lisiane foi o primeiro capítulo do livro As Fronteiras da Epistemologia, escrito pelo Prof. Dr. Luiz Carlos Bombassaro, intitulado O contexto como introdução, e que tem como objetivo a contextualização do problema proposto pelo autor e investigado ao longo da obra: "Nossa investigação parte da pergunta pela possibilidade de considerar racionalidade e historicidade como categorias que definem a condição própria do conhecimento." BOMBASSARO (1992, pág. 9). Seguindo o pressuposto implícito à questão que propõe, Bombassaro elabora um perfil antropológico em que toma como referências principais as categorias da racionalidade e da historicidade, definindo-as e entrelaçando-as, fazendo referências à forma como foram tratadas por alguns pensadores da tradição filosófica ocidental. Deste modo, remetendo a Aristóteles e Heidegger, define a racionalidade como uma característica eminentemente humana, relacionando-a diretamente com a linguagem e com a capacidade que o ser humano possui de poder "dizer" o mundo. Processo similar ocorre quando o autor aborda a categoria da historicidade, que, no seu entendimento, é mais do que a disposição do homem em relação à temporalidade, mas remete, também, às dimensões social e cultural de sua existência. No momento seguinte, Bombassaro relaciona as categorias da racionalidade e da historicidade com o conhecimento. O autor pretende estabelecer uma compreensão para as palavras saber e conhecer, entretanto a sua exposição não é suficientemente clara, permanecendo uma certa ambigüidade nas suas explicações. Por outro lado, deve ser reconhecido que ele alcança relativo êxito na apresentação de certas questões envolvidas na definição do que é o conhecimento e em que consiste o ato de conhecer. A exposição do autor, partindo das categorias por ele defendidas (racionalidade e historicidade), passando pela relação entre estas categorias e o conhecimento e pela tentativa de esclarecer os significados de saber e conhecer, conduz ao ponto principal deste trecho do livro: uma análise crítica daquilo que ele denomina as duas epistemologias. Bombassaro trata - primeiro expondo os contornos gerais e, em seguida, analisando criticamente - da tradição epistemológica de viés positivista-lógico (considerando a variante da epistemologia popperiana em sua singularidade, mas também em sua dependência com esta linha de pensamento) e da epistemologia de viés histórico, mais especificamente aquela conhecida como nova filosofia da ciência (representada por nomes como Feyerabend, Kuhn e Lakatos), reconhecendo as linhas gerais de cada uma destas correntes e a oposição entre as suas diferentes perpspectivas. A contextualização que o autor faz destas duas correntes epistemológicas tem como objetivo preparar o terreno para que possa defender o seu ponto de vista: de que a primeira corrente (a positivista-lógica, incluído aqui também o falseacionismo popperiano) estabelece o âmbito da sua investigação no âmbito da categoria da racionalidade, enquanto a segunda corrente (a da tendência histórica) centra a sua investigação no âmbito da categoria da historicidade; e que a epistemologia atual deveria considerar esta dicotomia como um erro, buscando superar este distanciamento não somente através da aproximação destes dois eixos epistemológicos, mas considerando como indissociável da investigação acerca do conhecimento a necessidade de manter uma unidade racional-histórica como pressuposto "epistemológico". A proposta do autor, para ser adequadamente analisada, requer um estudo mais aprofundado do texto apresentado e do livro como um todo. Referência BOMBASSARO, Luiz Carlos. As fronteiras da Epistemologia. Petrópolis: Vozes, 1992.

Tecnologias que auxiliam na constituição de sujeitos de conhecimento

No texto “Linguagem e telemática: tecnologias para inventar-construir conhecimento”, extraído do livro Ciberespaço: um hipertexto com Pierre Lévy (2000), a doutora em Educação Margarete Axt, ressalta o lado construtivo das novas tecnologias e seu potencial para provocar mudanças em benefício da sociedade. Neste contexto a autora considera a linguagem e a cognição como tecnologias produzidas pela subjetividade e fontes de novos agenciamentos na relação homem-máquina, sendo um de seus produtos a capacidade do homem inventar-construir conhecimento. Ao embasar seu raciocínio em Piaget (1978), Lévy (1994) e o Charaudeau (1983), Axt observou um grupo de professores-supervisores em um curso de pós-graduação. Ela acompanhou, entre outros aspectos, a Circunstância de Discurso (CD) e a interação múltipla-simultânea e mediatizada no tempo. Nesses campos, aparecem a relação professor-aluno-colegas num ambiente de Rede e a distância. A comunicação se dá pelo dito e também pelo não-dito, que são os sentimentos, as análises, os pensamentos que afloram na imaginação enquanto a resposta dentro do processo de interlocução não vem ou enquanto ela vai sendo confeccionada. No instante em que essa resposta aparece no ambiente em rede, seja de forma mediata (e-mail) ou imediata (teleconferências, chats, msg), surge a reciprocidade ou, como a autora explica, se dá vida a um pequeno lugar de encontro entre educador, educandos e o próprio processo de aprendizagem. Outro elemento em destaque nesse percurso é o hipertexto. É na busca dos significados do não-dito ou de melhores explicações sobre o dito que o hipertexto é montado pelo sujeito coletivo (cada um na rede compõe o todo). Assim, ocorre interação e a construção partilhada dos saberes. A produção em Rede promove diversas sugestões individuais. Os universos de discurso criados ora convergem, ora divergem. No entanto, são todos nós e ligações que elaboram uma tessitura reticulada, onde cada nó possibilita novas ligações. Na avaliação de Axt, dentro do contexto lingüístico telemático, toda mobilidade é reversível (que permite voltar e ser refeita). A partir desse processo, indica Axt, torna-se possível produzir-constituir sujeitos de conhecimento. Para tanto, as coisas não seguem mais o formato cartesiano, do organizadamente planejado e colocado. Vive-se a sociedade das incertezas, do aqui, agora e em todos os lugares. O especialista em Psicologia da Aprendizagem Juan Ignácio Pozo, no artigo "A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento", menciona também o efeito da sociedade das incertezas. Ao direcionar seu raciocínio à educação, ele observa que, no ritmo da mudança tecnológica e científica da contemporaneidade, não se pode prever os conhecimentos que os cidadãos precisarão dominar daqui uma década ou duas para enfrentar as demandas sociais. É oportuno registrar algumas observações que os organizadores da obra, Nize Maria Campos Pellanda e Eduardo Campos Pellanda fazem, enfatizando que a quantidade de informações que virtualmente bate a nossa porta na via internet (grande metrópole mundial) e outras novas tecnologias de comunicação/conexão é a do dilúvio. Em certo instante, os organizadores chegam a assustar: "Na avalanche da informação, podemos perder tudo, começando pela identidade" (2000, p. 6). Ao mesmo tempo, porém, eles suavizam e sugerem uma saída: em meio aos céticos e pessimistas, que dizem que o homem corre o risco de ser substituído pelo computador, é preciso navegar. É um navegar acompanhando a maré do sistema e os seres que integram a Rede. Nessa navegação, é importante saber selecionar as informações essenciais, conforme suas metas, objetivos e intenções. Ressaltam ainda, que o dilema epistemológico da procura do fundamento interno ou externo é "resolvido na ação, na emergência" (2000, p. 7). Nesse contexto, frisam os autores, é possível ver os elementos que dão sentido à vida: interação, sinergia e amor. É uma nova cultura que surge, trazendo em seu bojo tanto apoiadores como contrários. Dela, Pierre Lévy é arauto e dispõe de seguidores. Ciberespaço: um hipertexto com Pierre Lévy é uma amostra dessa nova cultura. A própria obra foi construída em rede, com a colaboração de estudiosos, entre os quais Margarete Axt. Referência PELLANDA, Nize Maria Campos e Carlos Eduardo Campos (Orgs). Ciberespaço: um hipertexto com Pierre Lévy. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2000.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Letramento Digital e Hipertexto: Contribuições à Educação

O livro INCLUSÃO DIGITAL: Tecendo Redes Afetivas/ Cognitivas, de Nize Pellanda e demais organizadores, aborda questões como: Inclusão e Exclusão Digital, o quanto incluir e por que, e também como incluir digitalmente e quando. A obra se divide em quatro partes: a) Por que incluir? ; b) Inclusão digital em sua dimensão sociopolítica (do qual o capítulo estudado, Letramento Digital e Hipertexto: Contribuições à Educação, foi extraído); c) As tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para Pessoas com Necessidades Especiais (PNE) e d) Inclusão digital no novo mundo do trabalho.

O capítulo Letramento Digital e Hipertexto: Contribuições à Educação, de Maria Elizabeth Biaconcini de Almeida, aborda especificamente conceitos como inclusão digital, analfabetismo funcional, traçando um paralelo entre a alfabetização e letramento e o letramento digital.

Para a autora, inclusão digital refere-se ao desenvolvimento de ações que visem “formar pessoas letradas com competência para resolver as situações do cotidiano e da vida profissional e enfrentar os desafios de sua inserção na sociedade de informação” (Almeida. 2005, p.173). Esta é entendida ainda como sendo o domínio meramente instrumental dos recursos tecnológicos, sem a preocupação com o letramento voltado para a capacidade de pensar, de criar e de organizar novas formasmais justas e dinâmicas – de produção e distribuição de riqueza simbólica e material.

O conceito de “Analfabeto funcional”, também trazido pela autora, pode ser sintetizado como a pessoa cuja escolaridade lhe permitiu aprender a ler e escrever, mas mesmo assim não consegue empregar a leitura e a escrita em seu desenvolvimento social e profissional, empregando-as em práticas sócio-culturais.

Ao abordar o letramento digital no Brasil, o texto traz a pedagogia de Paulo Freire como fundamentadora de tal conceituação, no que se refere à apropriação da leitura e da escrita para a prática da cidadania, mais a apreensão da tecnologia a fim de desenvolver autonomia, de realizar uma leitura do mundo e poder utilizá-la criticamente na sua prática social e profissional. Dessa forma, o letramento digital propicia ao cidadão a produção crítica de conhecimento, permitindo inserir-se criticamente no mundo digital como leitor ativo, produtor e emissor de informações, capaz de pensar, de criar e de organizar novas formasmais justas e dinâmicas – de produção e distribuição de riqueza simbólica e material.

Tais aspectos foram introdutórios para que a autora pudesse chegar no ponto chave da sua discussão: as questões relacionadas ao hipertexto e sua utilização na educação como promotor de construção do conhecimento. O tema é abordado a partir da visão de que este se revela comonova forma de leitura e escritaque possibilita ao leitor ser ativo e co-autor do hipertexto tornando-se assim um leitor/ escritor. A autora nesse gênero textual um potencial interativo para a aprendizagem; interação essa que permite a construção e reconstrução e favorece o acesso ao universo de pensamentos do aluno, cuja interpretação ajuda o professor a criar condições facilitadoras de aprendizagem, leitura e escrita.

No final do capítulo, é apresentada uma pesquisa feita com o intuito de estudar concepções teóricas e criação de metodologias sobre inclusão digital e educação à distância com suporte em meio digital. A pesquisa – Projeto Mova Digital: Alfabetizadores de Jovens e Adultos – apresentou resultados significativos, que suportam a formação e capacitação em grupos colaborativos de trabalho, apoiados em solidariedade e companheirismo entre os alunos e no desenvolvimento de sua autonomia e consciência crítica, o que vem a confirmar a possibilidade de auto-crescimento proporcionada não pelo hipertexto, mas pela Inclusão Digital como um todo.

Referência: ALMEIDA, Maria Elizabeth Biaconcini de. Letramento digital e hipertexto: contribuições à educação. In: PELLANDA, Nize, SCHLÜNZEN, Elisa Tomoe Moriya, SCHLÜNZEN Jr., Klaus (orgs.). Inclusão digital: tecendo redes afetivas/cognitivas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. 375 p.

(Resumido por Cristina e Fabiana)

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Oi Pessoal! Olhem que legal essa poesia que encontrei : Homenagem a Paulo Freire :) Conect@ - Revista on-line de Educação a Distância..................................................................................